Sobre estória esquizofrênica…

por Jackson S de Jesus

Faz muito tempo (mais do que gostaria), li uma estória de um pintor chamado Pedro, toda escrita com palavras iniciadas com a letra “p”. Me impressionei! Pensei então em fazer algo parecido, escolhi a letra “e” por achar menos difícil, veja o resultado (este post é antigo):
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Era encontro escolar entre estudantes especializados em esquizofrenia. Entre estes, estava ela e ele, excepcionalmente exóticos. Ela era estranhamente equilibrada, entretanto estava em extremo embriagada! E ele elegantemente empanturrado, enquanto eu em expediente entediado; era enfermeiro em experiência.

Enfim, elenco elaborado, encontro estável, então explodiu emergência! Esperei enredo escondendo espanto, evidentemente. Ele engasgou estufado e enquanto eu examinava-o, ela escandalosamente expulsava empadinhas em excesso! Empataram… Então, ela escorregou epilética (episódio esquisito este) e eu embaraçado, educadamente encostei-o em escada. Enquanto esperava erguê-la, entravei! Ela era enorme e eu equivocado, efeito? Evidente escárnio!

Ele então enciumado e entortando-se, esbravejava eloquente: “Estou extinguindo-me! Estou extinguindo-me!” Essa era excelente, ele extinguindo-se e ela empenhada em escândalo (e empadas); eu entravado e encrencado… Então entre espasmos e esbugalhos, ele estatelou, extinguindo-se efetivamente! Entrou em eternidade…

Empalidecemos, eu ela e ele…
Empurrei ele e ele estático.
Ela estrangulou ele e ele estático (e estrangulado).
Ela exagerada exclamou: “Ele está envenenado!”

Então estourou empurra empurra e eles, estudantes especializados em esquizofrenia, evadiram-se em enxurrada enlouquecidos (e esquizofrênicos)!

Estáticos eu, ela e ele.

Elogiei-a e ela etílica, exigia enterro! Embora estimasse executá-la em “eutanásia”, esforcei-me em equilibrar-me. Entretanto em estranho evento, ele ex extinto expressou: “Estou engasgado!” E enquanto ele escorava-se esgotado, ela esvaia-se emudecida. Enfim encontramos estabilidade emocional. Encerrei expediente.

PS. Quando releio este texto, bate uma triste saudade de um de meus atores favoritos, o Robin Williams… mas também relembro de sua alegria, para mim, seu melhor legado… é tudo que conta.
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