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Recentemente minha vida mudou de forma rápida (2015-2017), mas (tenho até medo de escrever) ainda não sei dizer se para melhor… E se antes eu tinha toda a coragem do mundo (ou falta de juízo mesmo) para enfrentar o desconhecido (e o próprio mundo), hoje me surpreendo temendo perder o tudo (nada) que provavelmente nuca tive; me encontro perdido (minha única quase certeza)…

Nesse período de transição (chamarei assim para ter a ilusão de controle), conheci pessoas incríveis e fantásticas (algumas que me ajudaram e ainda me ajudam muito, mas do que talvez eu tenha merecido), mas sinto que acabei magoando algumas delas (sem querer, naturalmente); e agora carrego (também sem querer) aquele pesado saco de entulhos chamado culpa…

Quando penso nisso, lembro de um livro (que ainda não li) com um título excelente chamado “Meu jeito certo de fazer tudo errado” (da Clara Castanho e Luíza Trigo), que suspeito (por motivos obvieis), ter sido escrito para pessoas como eu (você também é assim?). Minha facilidade (por exemplo) para ensinar, parece ser inversamente proporcional a minha habilidade de cometer (alguns) erros…

Mas, nessas leituras que faço por aí, escorreguei (ainda estou tentando me levantar) na seguinte passagem de um texto chamado: as pessoas são fracas, de alex castro (assim mesmo, com letras minúsculas), um de meus autores contemporâneos favoritos; o trecho diz assim:

somos todas (pessoas) fracas. também somos todas fortes. fracas em algumas coisas, fortes em outras. fracas em alguns momentos, fortes em outros. antigamente, eu julgava as pessoas por suas fraquezas: pelas mesquinharias que faziam em seus momentos de insegurança, pelos absurdos que vociferavam em seus momentos de descontrole. hoje, julgo pelas forças.

Meus descontroles parecem terem sidos sempre controlados (ao menos dentro da minha cabeça, acho…), mas agora estou aqui (2017), aparentemente ciente de minha condição de adulto (socialmente) fracassado (e fraco); tentando achar um espaço para justificar minha lógica antiquada (a do tipo Edd Stark) num mundo canalha que possivelmente (a despeito de minhas tentativas contrárias), em breve me (nos) consumirá… Nesta condição (de alguém que já não tem mais vergonha em admitir que não tem mais nada a perder), penso em pelo menos, tentar me esforçar (já com algum pessimismo prévio) a não repetir o erro de magoar outras pessoas…

***

Dizem que preferências não se discutem, mas eu devo dizer que gosto dos textos do alex, não porque o considero um puta escritor, mas porque eles de alguma forma me ajudam a pensar sobre minha vida, meus problemas (me fazem pelo menos, escutar a Grande conversa)… e eu suspeito que isso realmente não tem a ver apenas com o fato dele provavelmente ser um puta escritor, mas porque (e antes de tudo), ele parece ser um ser humano comum que compartilha (e vive através de sua escrita) suas experiências igualmente humanas.

Para saber mais sobre o alex e seus excelente textos (na minha opinião), acesse:

alexcastro.com.br

Recomendo fortemente.

PS. No meio dessa minha atual (e recorrente) crise existencial, eu estava pensando em encerrar o meiotexto, mas numa tentativa de manter o blog e ao mesmo tempo publicar algo (excelente), me ocorreu de pedir ao alex para republicar na íntegra aqui, o seu texto “as pessoas são fracas“; esta postagem (que considerei boa a ponto de publicar e me fez voltar a escrever) foi resultado da resposta ao meu pedido… por isso, mais uma vez agradeço ao alex.

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