escada

Era uma rua quase sem calça(da)s (e vergonha). Na via, espaço apenas para carros. Mas pessoas também andavam lá, disputando entre si e motoristas, o mesmo (e já escasso) não lugar.

Foi nessa rua que seus passos se encontraram, dois homens, no mesmo espaço e mesmo tempo, até avistarem uma escada (curiosa), apoiada apenas… pelo vento!

Se entreolharam então com aquele (nosso) jeito: clarividência de uma corrida que inicia. Objetivo: ignorar a todo custo, aquela escandalosa escada(ria).

Cada passo aproximava mais o alvo e, numa manobra rápida de desvio, um dos homens se antecipa por um fio, obrigando o outro, contra sua (boa) vontade, a seguir por debaixo (da verdade).

O que por baixo passa derrotado, mesmo cabisbaixo, ainda seguia. O outro, que por fora se desvia, zombeteiro, com (falso) cuidado (bem) dizia:

– Não passes tu, por aí…

Pum!

… dar azar, era o que diria, mas não (h)ouve tempo nem espaço apropriado; pois antes de completar a frase, a via havia terminado. Pelo golpe (de azar) que tanto (tonto) tentou evitar, por uma van (em vão), bem longe foi parar: arremessado!

 

PS. Qualquer semelhança com a realidade é meramente acidental…

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